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Para " aprender a desaprender para reaprender " (Marie Christine Josso) preciso, talvez, de ir largando algum do "lastro " (*) que trouxe comigo e do qual tenho de me ir libertando, apesar de me ter dado asas para voar em alta altitude e fazer voos rasantes! Divulgado na Caravana nº96 (páginas 8-10)  Caderno Editorial Cáritas sobre o livro e o seu Lançamento Reportagem (possível) do lançamento do livro Disponíveis em ICE-Publicações  e  Aqui também! Aprendendo a ser cigano hoje: Empurrando e puxando fronteiras Tese de Doutoramento Noticias da tese no ACM Aprendendo com ciganos: processos de ecoformação Educação de Infância e Intervenção Comunitária - Cadernos ICE nº4 Ciganos e Educação - Cadernos ICE nº5 Ciganos e Cidadanias - Cadernos ICE nº9 Afinal, o que foi o projecto Nómada? Ciganos aquém do Tejo. Propostas de Actividades Nómadas para o Ensino Básico Entrevista "Pontos nos is" Os nossos Ciganos Parte 1 & Os nossos Ciga...

7 anos passados, o que mudou?

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  Pássaros na Raiz de Teresa Vergani Faz agora 7 anos que voltei ao jardim, depois de 15 anos de prática educativa em contextos informais (animação de rua, de mercados e tertúlias de adultos, todos processos ecoformativos ) .  Desde então, o que mudou? Pois, acho que tudo e nada!!! Voltei à minha prática educativa de educadora de infância em contexto de jardim-de-infância da rede pública e tive de, mais uma vez, fazer aquele exercício doloroso de reaprender a minha profissão, desta vez, em contexto formal. Já dizia Christine Josso que, nos tempos que correm, para aprender a aprender ao longo da vida, era necessário “ desaprender” para “reaprender”, sucessivamente, ao longo da vida! E como é difícil libertar-nos de rotinas seguradoras, de zonas de conforto, mesmo em espaços informais, em que, a par de manobrarmos a leveza da liberdade de sermos quem somos e, simultaneamente, arcarmos com o peso da responsabilidade da nossa autonomia. Esses espaços informais ...

«À descoberta da cultura calon pela mão dos chaborrilhos»

Antes de mais, convém situar-vos no tempo quanto às experiências e vivências que vou partilhar aqui. Trata-se de uma aventura humana que se iniciou em Setembro de 1992 e que abriu um parêntese em Setembro de 2007, quando regressei ao jardim-de-infância “tradicional”. Trata-se de um período que cobre 15 anos da minha vida de educadora, entre os meus 33 e 48 anos, que considero terem sido os mais ricos da minha vida profissional. Desde então, a minha relação com a cultura calon (ou cigana) tem sido através dos amigos e amigas calons que angariei ao longo daquele período e que vou alimentando, actualmente, através das novas tecnologia (redes sociais, emails, telemóvel, etc..). Foi no âmbito destas aprendizagens que escrevi a dissertação de mestrado, designada “Aprendendo com Ciganos: Processos de Ecoformação” publicada em 2003, e, dez anos mais tarde, a tese de doutoramento “Aprender a ser cigano hoje: puxando e empurrando fronteiras” (a qual aguardo defender brevemente). Quando...

Duende Pedagógico e Pedagogia de Situação

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O que há em comum entre Duende Pedagógico e Pedagogia de Situação? Ambos têm origem em conceitos da Teoria do Jogo do Duende de Frederico Garcia Lorca . Assentam no vivido, em que cada momento, no aqui e agora ,  é explorado na sua diversidade, considerando vários factores, desde o planeado ao acaso e imprevisto , respondendo às urgências do momento e tendo em conta as necessidades expressas das crianças, numa coexistência dinâmica, onde a interpelação permite o questionamento e o aprofundamento. Articulam 5 variáveis, interactivas e simultâneas, permitindo uma multiplicidade de relações e combinações: Organização do ambiente educativo (em espaço institucional e "formal") Exigem do educador/animador aprender com as situações e com os outros e saber  "agir na urgência e decidir na incerteza" . E, acima de tudo,  permitem a todos os intervenientes serem mais autênticos .

Duende Flamenco

«O duende é um poder e não um obrar, é um lutar e não um pensar. Esse poder misterioso que todos sentem e nenhum filósofo explica. O duende não está na garganta; o duende sobe por dentro a partir da planta dos pés. Ou seja, não é uma questão de faculdade, mas de verdadeiro estilo vivo; ou seja, de sangue; ou seja, de velhíssima cultura, de criação em ato». Frederico Garcia Lorca ( (in Teoria e Prática do Duende) *** «El duende es un estado de gracia, en el que la excelencia se produce sin el menor esfuerzo, un estado en el que el intérprete está absorbido por el presente y en el que sus emociones están exentas de represión alguna, más al contrario, estas se activan de forma positiva y se alinean con la actividad que se esta llevando a cabo, bien sea cante, toque o baile. El rasgo característico de esta experiencia extraordinaria es una sensación de alegría espontánea en la que se produce ... un cierto rapto de nuestro consciente. Son momentos en los que uno se siente...

Duende Pedagógico

Define-se o Duende como sendo um "estado anímico de un cantaor, bailaor o guitarrista flamenco cuando alcanza el punto emocional más alto. En este momento, el artista se siente al margen de todo y se compenetra al máximo con el arte que representa ." Pois, eu já senti «DUENDE PEDAGÓGICO» ao fazer animação infantil e comunitária nos mercados e feiras no âmbito do projeto Nómada. Defino-o como sendo um estado de êxtase que um educador sente quando está em "performance educativa" no seio dos seus "Duendes" (ou "educandos"). É um sentimento de sintonia, fluidez, harmonia e criatividade que se sente em comunicação com os demais presentes no ato de partilhar, aprender e educar. Trata-se de uma metodologia que designo de "ecoformação", um dispositivo de aprendizagem em contextos físicos e sociais, efémeros, fluidos e densos em emoções, em que todos aprendem. É uma sensação inebriante de bem estar e de ligação com o mundo e os outros...

As manhãs mágicas de Mercado

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