Mensagens

Mensagem de Natal para TODAS as crianças do Mundo

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"Menino Cigano" Num canto do meu coração guardo o brilho dos teus olhos, a entrega do teu sorriso, a avidez do teu abraço, a agilidade do teu corpo, a curiosidade do teu silêncio. Cada instante que contigo passo, aprendo a saborear a curiosidade do teu olhar, a agilidade do teu silêncio, a avidez do teu sorriso, a entrega do teu abraço, o brilho do teu movimento. Cada momento que comigo passas, aprendo a mergulhar no interior do meu olhar, do meu silêncio, do meu sorriso, do meu abraço, do meu movimento. Em cada desafio que me lanças, em busca de ti em mim, reencontro em ti pedaços de mim que em ti busco. Agora, sei que o teu olhar o teu silêncio o teu abraço o teu sorriso o teu corpo alumia e aquece o canto do meu coração. In Mirna Val-do-Rio, Dançar a Vida, 2002 RealImo, Setúbal.

Energias primaveris: encasular e eclodir

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A propósito do post anterior em que referi “Estive quase (entre parênteses) durante uns bons anitos…”, aqui deixo-vos um poema que escrevi sobre essa sensação… Elogio ao (entre parênteses) Viver entre parênteses não é Um não viver Um suspender Um falso viver Um esconder Viver entre parênteses pode ser Viver um momento mágico Deixar-se encantar pelos sopros anímicos da Vida Entrar na dança do acontecer Viver intensamente o efémero Saborear densamente os instantes Perscrutar os mistérios e enigmas do Mundo Viver entre parênteses pode ser Uma lágrima soltada Um sorriso rasgado Um olhar penetrante Um piscar cintilante Um beijo roubado Um riso escancarado Uma cumplicidade descoberta Há parênteses que se partilham E partilhas entre parênteses Há parênteses entrecruzados E cruzamentos entre parênteses Há entre parênteses que se escondem E outros que se revelam Há parênteses públicos E outros que são privados Há entre parê...

Publicações

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Para " aprender a desaprender para reaprender " (Marie Christine Josso) preciso, talvez, de ir largando algum do "lastro " (*) que trouxe comigo e do qual tenho de me ir libertando, apesar de me ter dado asas para voar em alta altitude e fazer voos rasantes! Divulgado na Caravana nº96 (páginas 8-10)  Caderno Editorial Cáritas sobre o livro e o seu Lançamento Reportagem (possível) do lançamento do livro Disponíveis em ICE-Publicações  e  Aqui também! Aprendendo a ser cigano hoje: Empurrando e puxando fronteiras Tese de Doutoramento Noticias da tese no ACM Aprendendo com ciganos: processos de ecoformação Educação de Infância e Intervenção Comunitária - Cadernos ICE nº4 Ciganos e Educação - Cadernos ICE nº5 Ciganos e Cidadanias - Cadernos ICE nº9 Afinal, o que foi o projecto Nómada? Ciganos aquém do Tejo. Propostas de Actividades Nómadas para o Ensino Básico Entrevista "Pontos nos is" Os nossos Ciganos Parte 1 & Os nossos Ciga...

7 anos passados, o que mudou?

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  Pássaros na Raiz de Teresa Vergani Faz agora 7 anos que voltei ao jardim, depois de 15 anos de prática educativa em contextos informais (animação de rua, de mercados e tertúlias de adultos, todos processos ecoformativos ) .  Desde então, o que mudou? Pois, acho que tudo e nada!!! Voltei à minha prática educativa de educadora de infância em contexto de jardim-de-infância da rede pública e tive de, mais uma vez, fazer aquele exercício doloroso de reaprender a minha profissão, desta vez, em contexto formal. Já dizia Christine Josso que, nos tempos que correm, para aprender a aprender ao longo da vida, era necessário “ desaprender” para “reaprender”, sucessivamente, ao longo da vida! E como é difícil libertar-nos de rotinas seguradoras, de zonas de conforto, mesmo em espaços informais, em que, a par de manobrarmos a leveza da liberdade de sermos quem somos e, simultaneamente, arcarmos com o peso da responsabilidade da nossa autonomia. Esses espaços informais ...

«À descoberta da cultura calon pela mão dos chaborrilhos»

Antes de mais, convém situar-vos no tempo quanto às experiências e vivências que vou partilhar aqui. Trata-se de uma aventura humana que se iniciou em Setembro de 1992 e que abriu um parêntese em Setembro de 2007, quando regressei ao jardim-de-infância “tradicional”. Trata-se de um período que cobre 15 anos da minha vida de educadora, entre os meus 33 e 48 anos, que considero terem sido os mais ricos da minha vida profissional. Desde então, a minha relação com a cultura calon (ou cigana) tem sido através dos amigos e amigas calons que angariei ao longo daquele período e que vou alimentando, actualmente, através das novas tecnologia (redes sociais, emails, telemóvel, etc..). Foi no âmbito destas aprendizagens que escrevi a dissertação de mestrado, designada “Aprendendo com Ciganos: Processos de Ecoformação” publicada em 2003, e, dez anos mais tarde, a tese de doutoramento “Aprender a ser cigano hoje: puxando e empurrando fronteiras” (a qual aguardo defender brevemente). Quando...

Duende Pedagógico e Pedagogia de Situação

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O que há em comum entre Duende Pedagógico e Pedagogia de Situação? Ambos têm origem em conceitos da Teoria do Jogo do Duende de Frederico Garcia Lorca . Assentam no vivido, em que cada momento, no aqui e agora ,  é explorado na sua diversidade, considerando vários factores, desde o planeado ao acaso e imprevisto , respondendo às urgências do momento e tendo em conta as necessidades expressas das crianças, numa coexistência dinâmica, onde a interpelação permite o questionamento e o aprofundamento. Articulam 5 variáveis, interactivas e simultâneas, permitindo uma multiplicidade de relações e combinações: Organização do ambiente educativo (em espaço institucional e "formal") Exigem do educador/animador aprender com as situações e com os outros e saber  "agir na urgência e decidir na incerteza" . E, acima de tudo,  permitem a todos os intervenientes serem mais autênticos .

Duende Flamenco

«O duende é um poder e não um obrar, é um lutar e não um pensar. Esse poder misterioso que todos sentem e nenhum filósofo explica. O duende não está na garganta; o duende sobe por dentro a partir da planta dos pés. Ou seja, não é uma questão de faculdade, mas de verdadeiro estilo vivo; ou seja, de sangue; ou seja, de velhíssima cultura, de criação em ato». Frederico Garcia Lorca ( (in Teoria e Prática do Duende) *** «El duende es un estado de gracia, en el que la excelencia se produce sin el menor esfuerzo, un estado en el que el intérprete está absorbido por el presente y en el que sus emociones están exentas de represión alguna, más al contrario, estas se activan de forma positiva y se alinean con la actividad que se esta llevando a cabo, bien sea cante, toque o baile. El rasgo característico de esta experiencia extraordinaria es una sensación de alegría espontánea en la que se produce ... un cierto rapto de nuestro consciente. Son momentos en los que uno se siente...