"O importante não é a casa onde moramos, mas onde, em nós, a casa mora."
"A viagem não começa quando se percorrem distâncias mas quando se atravessam as fronteiras interiores."
"A descoberta de um lugar exige, temporariamente, a morte do viajante."
"Quem dança não é quem levanta poeira... Quem dança é quem reinventa o chão."
"O mais importante nunca se pode fotografar (…). O que fica para sempre, o que nos revolve a alma é o que não pode ser capturado pela moldura."
(Mia Couto)
Rescaldo do primeiro fim de semana de tolerância em estado de emergência...
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Iniciámos a manhã a lembrar algumas partilhas realizadas no grupo de WhatsApp durante o fim de semana prolongado (tolerância nº1 do estado de emergência Covid19): 1) O aniversário de um Duende; 2) o arco-íris que um duende partilhou, combinando fazer uma experiência na sala; 3) a dança da Pulguinha Teimosa para um Duende, tipo pulguinha, ensinar aos outros Duendes...
A dança da Pulguinha Teimosa
(jogo de palmas que exige grande coordenação rítmica)
Reproduzir o arco-íris na sala...
Representação gráfica da experiência.
Na hora do lanche, conversámos sobre a necessidade de saber utilizar a nossa voz, pois os nossos Duendes, no entusiasmo das brincadeiras, esquecem-se que temos de usar "a voz de dentro" quando estamos na sala e "a voz da rua" quando estamos no recreio...
No recreio, levámos o nosso caracolário, substituindo as folhas de couve e observando os nossos caracóis...
Iniciámos a manhã com esta versão da Lenda de São Martinho, seguida da sua representação gráfica. O grupo dos mais novos (4 anos), manipulou estas imagens, realizando a composição dividindo a folha em dois: 1) quando chovia; 2) quando fez sol. O grupo dos mais velhos (5/6 anos), desenhou a lenda baseando-se nesta banda desenhada.
Iniciámos a manhã com mais uma história da nossa colega Juca que nos falava dum" A velhinha que comeu símbolos de Natal" obrigando-nos a fazer contas... De seguida, tentámos desenhar os símbolos (os mais velhos) ou recortá-los e colá-los (os mais novos) para os colocar numa grande barriga... Também estivemos a acabar uma composição sobre a neve e o Natal... Aprendendo a fazer flocos de neve e bonecos de neve, depois de decorar (grafismos) pinheiros... Também estivemos a fazer símbolos de Natal, em massa branca, que ficaram a secar para os pintar... (mais tarde completaremos este poste com os símbolos que irão enfeitar os Pinheiros de Natal lá de casa)..
Para dar as boas vindas à primavera e celebrarmos o dia da árvore, fomos visitar a Quinta do Bonaparte, situada na Raposeira, Trafaria. Vimos e/ou alimentámos alguns animais (cavalo, coelho, porco anão, porquinho da índia, peru, galinhas, galo, fragas, gansos, rãs), sentimos o cheiro das ervas aromáticas (lavanda, alecrim, etc..), vimos as árvores de fruto a florir (amendoeiras, pessegueiros, ameixeiras, etc..), atravessámos um canal de rega, e, claro BRINCÁMOS muito: no escorrega grande, rebolámos na relva, jogámos à bola, percorremos duas espirais gigantes, montámos um túnel com pneus, trepámos em troncos, brincámos de cavalinho, fizemos o jogo das cadeiras e o jogo das estátuas, etc.... E ainda trouxemos pinhas abertas para replicar a experiência das pinhas que se fecham na água e se abrem ao sol. Admirámos a natureza, o espaço, o silêncio e a paisagem. Foi um dia em cheio!